domingo, 16 de junho de 2013

Situações de aprendizagem que visam leitura e escrita



A partir do texto "Meu primeiro beijo" de Antônio Barreto propomos duas sequências didáticas das professoras: Cristiane de Souza Ferreira e Camila de Fatima Mascareli e com o texto Pausa de Moacyr Scliar temos mais uma proposta de situação de aprendizagem apresentada pela professora Claudia Priscila da Silva.



Meu Primeiro Beijo

É dificil acreditar, mas meu primeiro beijo foi num ônibus, na volta da escola. E sabem com quem? Com o Cultura Inútil! Pode? Até que foi legal. Nem eu nem ele sabíamos exatamente o que era "o beijo". Só de filme. Estávamos virgens nesse assunto, e morrendo de medo. Mas aprendemos. E foi assim...
Não sei se numa aula de Biologia ou de Química, o Culta tinha me mandado um dos seus milhares de bilhetinhos:
" Você é a glicose do meu metabolismo.
Te amo muito!
Paracelso"
E assinou com uma letrinha miúda: Paracelso. Paracelso era outro apelido dele. Assinou com letrinha tão minúscula que quase tive dó, tive pena, instinto maternal, coisas de mulher...E também não sei por que: resolvi dar uma chance pra ele, mesmo sem saber que tipo de lance ia rolar.
No dia seguinte, depois do inglês, pediu pra me acompanhar até em casa. No ônibus, veio com o seguinte papo:
- Um beijo pode deixar a gente exausto, sabia? - Fiz cara de desentendida.
Mas ele continuou:
- Dependendo do beijo, a gente põe em ação 29 músculos, consome cerca de 12 calorias e acelera o coração de 70 para 150 batidas por minuto. - Aí ele tomou coragem e pegou na minha mão. Mas continuou salivando seus perdigotos:
- A gente também gasta, na saliva, nada menos que 9 mg de água; 0,7 mg de albumina; 0,18 g de substâncias orgânica; 0,711 mg de matérias graxas; 0,45 mg de sais e pelo menos 250 bactérias...
Aí o bactéria falante aproximou o rosto do meu e, tremendo, tirou seus óculos, tirou os meus, e ficamos nos olhando, de pertinho. O bastante para que eu descobrisse que, sem os óculos, seus olhos eram bonitos e expressivos, azuis e brilhantes. E achei gostoso aquele calorzinho que envolvia o corpo da gente. Ele beijou a pontinha do meu nariz, fechei os olhos e senti sua respiração ofegante. Seus lábios tocaram os meus. Primeiro de leve, depois com mais força, e então nos abraçamos de bocas coladas, por alguns segundos.
E de reperente o ônibus já havia chegado no ponto final e já tínhamos transposto , juntos, o abismo do primeiro beijo.
Desci, cheguei em casa, nos beijamos de novo no portão do prédio, e aí ficamos apaixonados por vária semanas. Até que o mundo rolou, as luas vieram e voltaram, o tempo se esqueceu do tempo, as contas de telefone aumentaram, depois diminuíram...e foi ficando nisso. Normal. Que nem meu primeiro beijo. Mas foi inesquecível!

BARRETO, Antonio. Meu primeiro beijo. Balada do primeiro amor. São Paulo: FTD, 1977. p. 134-6.



                                                                                 I PROPOSTA

Cristiane de Souza Ferreira

Situação de aprendizagem construída a partir do texto "Meu Primeiro Beijo", de Antônio Barreto.
Para 8º e 9º


  Prévia da leitura - roda de conversa
Quem já beijou? Como foi? Foi como você imaginou? Onde foi?
Inferir sobre o título do texto - Será que é uma história romântica? Será que se parece com a de vocês?
Fazendo com que criem uma expectativa sobre a leitura.
  Leitura do texto.
  Após a leitura.


Fazer com que os alunos mergulhem no texto, por meio de perguntas, fazendo-os lerem aquilo que o autor não escreveu, levando-os as entrelinhas.
Perguntas:

1) O que você entende por "Cultura Inútil"?
Nesse momento chamar a atenção dos alunos para a época em que esse texto foi escrito e questioná-los sobre o significado do apelido do personagem, lembrando que os significado de hoje e de outrora não são os mesmos.
2) E os apelidos "Cultos e Paracelso" tem o mesmo significado de Cultura Inútil?
3) A personagem envia vários bilhetes para ela demonstrando muito romantismo. Esse tipo de romantismo prevalesce nesta época?
4) Hoje como é feito a comunicação entre os adolescentes para marcar encontros?
5) O que você entende por "salivando seus perdigotos"?
6) A personagem declara, no texto, que o primeiro beijo foi inesquecível. Explique o que torna esse beijo inesquecível.
7)O que ela quis dizer com o trecho "Já tínhamos transpostos juntos o abismo do primeiro beijo" ?
8) Em que fase da vida dos personagens aconteceu o primeiro beijo?
Essa é uma pergunta que os fazem deduzirem a época pelo ano que eles estão na escola, pela matéria estudada, por estarem andando de ônibus sem a companhia de adultos e etc.


    Filme

Propomos também um filme "Meu primeiro amor", para que se possa trabalhar a questão dos gêneros, mostrando para os alunos que existe intertextualidade entre textos de generos diferentes. Os elementos do texto e do filme, trabalham o mesmo tema?



                                                               II PROPOSTA


 CAMILA DE FATIMA MASCARELI

Em primeiro lugar faremos a retomada do gênero: texto narrativo e suas características.

Roda de conversa para discutir o título e recolher as informações dos alunos sobre o tema e suas experiências.

Leitura coletiva e impressões de leitura individual.

Fazer um quadro síntese sobre o texto abordando os elementos da narrativa como personagem, enredo, tempo, espaço.

Passar cenas do filme: Diário de uma princesa e fazer a intertextualidade.

Levar fotos sobre beijos além de pinturas como " O beijo" de Gustav Klint e outros artistas que demonstraram o beijo em diferentes situações como amor materno, casal apaixonado, amizade, etc, além de fazer uma roda de leitura sobre as obras.

Trabalhar com a letra da música: Beija eu de Marisa Monte e fazer a interpretação.

Pedir uma pesquisa sobre o significado do beijo em outras culturas e sua importância.

Fazer a integração com a disciplina de Ciências para melhor explicação sobre os efeitos do beijo e a prevenção de doenças.

Para finalizar pediremos uma produção escrita:
Texto narrativo e produção de HQs para os 8ºs anos.
Artigo de opinião para os 9s anos.
Socialização e apresentação dos trabalhos.

                                                         III PROPOSTA

CLEONICE BALBINO DA SILVA


Situação de Aprendizagem III - Meu Primeiro Beijo "Antonio Barreto"
Público Alvo: Alunos do 9º. Ano 

* Conhecimento Prévio
- Fazer a leitura do texto, sem ler porém o último parágrafo;
- Questionar os alunos sobre o assunto;
- Quem já beijou?;
- Perguntar sobre as cenas de beijos nas novelas, o que acham?;
- Quais os tipos de beijos? (pai/mãe/amigo/namorado);
- Apresentar imagens de vários tipos de beijos






* Entregar o texto escrito
- Fazer leitura compartilhada, lendo agora o último parágrafo;
- Fazer leitura silenciosa;
- Utilizar o dicionário;
- Questionar sobre o último parágrafo;
- Abordar diversos textos como o mesmo título e de outros autores;
- Trazer outros textos como (música, HQ, poema,conto);
- Buscar as palavras-chave;
- Incentivar a procura do texto na íntegra;

* Produção Escrita
- Criar um artigo de opinião ou uma crônica;
- Ler o texto que foi criado para os colegas;
- Trocar ideias; 

* Reprodução do texto
-  Ler novamente o texto com as modificações;

* Filme
- Assistir ao filme: Meu primeiro amor;
- Comparar com dia dos namorados, o que se faz neste dia? (tenta agradar o/a amado/a)
- Fazer a intertextualidade entre os diferentes gêneros.
Sempre com a preocupação de estimular o aluno a participar e interagir com o grupo dando sua opinião e trocando ideias.


Situação de aprendizagem com o texto Pausa


Claudia Priscila da Silva

Dentre as propostas de situações de aprendizagem que realizamos nas aulas presencias, a que vou relatar aqui é sobre o texto Pausa de Moacyr Scliar. O público alvo escolhido foi o 9º ano do Ensino Fundamental II e tem como duração 4 aulas.





Texto
PAUSA

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro. Fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
            —Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
            —Todos os domingos tu sais cedo – observou a mulher com azedume na voz.
            —Temos muito trabalho no escritório – disse o marido, secamente.
Ela olhou os sanduíches:
            —Por que não vens almoçar?
            —Já te disse: muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse a carga, Samuel pegou o chapéu:
            —Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente, ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas.
Estacionou o carro numa travessa quieta. Com o pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo. Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
            —Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
            —Estou com pressa, seu Raul – atalhou Samuel.
            — Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
            —Aqui, meu bem! – uma gritou, e riu: um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta a chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho: a um canto, uma bacia cheia d’água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a move-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido. 
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa, perseguido por um índio montado o cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados: o índio acabava de trespassá-lo com a lança. Esvaindo-se em sangue, molhando de suor, Samuel tombou lentamente; ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.

Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, levou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu.
Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
            — Já vai, seu Isidoro?
            —Já – disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
            —Até domingo que vem, seu Isidoro – disse o gerente.
            —Não sei se virei – respondeu Samuel, olhando pela porta; a noite caia.
            —O senhor diz isto, mas volta sempre – observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo dos cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

(in: Alfredo Bosi, org. O conto brasileiro contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 1977. p. 275)

                                                            


Sequência de atividades


Objetivo

-       Analisar os elementos do conto no que se refere a tempo, espaço e foco narrativo


Situação de aprendizagem


1-    Retomar com os alunos as características do conto
2-    Apresentação do título (pausa) e discussão da questão do tempo na narrativa, bem como as expectativas que fazemos ao ler o título.



3-    O texto será repartido como um quebra cabeça no qual os alunos em grupos deverão construir.
4-    Após a atividade anterior, o professor entregará o texto estruturado de forma correta e fará a leitura para que os alunos para que possam ver o que esta certo e o que deu errado na montagem do texto.
5-    Explicação sobre os tipos de narradores, tempo e espaço dentro de um conto.
6-    Verificação dos elementos apresentados anteriormente no conto com as seguintes questões:

            Nesse conto, o narrador é observador. Ele narra o que acontece na vida da personagem Samuel/ Isidoro.

a.     Retire os trechos que comprovem que o narrador é observador.
b.     Quanto tempo transcorre entre o início e o final do conto ?
c.      Como o narrador informa o leitor sobre o tempo decorrido?
           
            O tempo e o espaço são elementos importantes para a construção do sentido das narrativas. No conto “Pausa”:

a.     Onde ocorrem os fatos?
b.     Qual deles é mais destacado? Justifique sua resposta.
c.      Como se caracteriza o lugar?
d.     Que relação há entre o título, o lugar onde ocorre a maioria dos fatos e o tempo em que acontece a história?
           
7-    Preencher a tabela abaixo com as palavras que caracterizam o tempo, o espaço e os verbos em primeira pessoa na narrativa:
Palavras que remetem a
Caracterização do quarto

Palavras que remetem
Ao tempo (advérbios)
Verbos na primeira pessoa

8-    Discussão da tabela e o que ela revela sobre o enredo do conto
  Sabendo-se que o conto aborda a questão do homossexualismo de forma criativa no qual percebemos ao fazermos uma interpretação das pistas que o texto traz  e as inferências que podemos fazer, o professor irá expor a construção do texto ao retratar esse tema. A partir dessa discussão, os alunos deverão realizar um artigo de opinião.




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Momentos de felicidades


"Valeu a pena?Tudo vale a pena.Se a alma não é Pequena."  Fernando Pessoa

Poesia Felicidade
"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário. 
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas. 
Se achar que precisa voltar, volte! 
Se perceber que precisa seguir, siga! 
Se estiver tudo errado, comece novamente. 
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a. 
Se perder um amor, não se perca! 
Se o achar, segure-o!"


Fernando Pessoa




Palavras ao vento, quando não sabemos usá-las, mas também são dádivas quando bem utilizadas.


Sugestão de leitura

                         

                              Sugestão de leitura

                                    Terra Sonâmbula - Mia Couto

Vamos fazer um vôo e aterrizar em Moçambique - África, uma obra que narra a história de um Moçambique devastado por quase trinta anos de guerra anticolonial (1065-1975) e civil (1976-1992). Seus personagens Muidinga e Tuahir caminham por um cenário triste, em meio aos perigos e carências fugindo da morte, andando sem rumo, até encontrarem o diário de Kindzu e começam a compartilharem histórias e personagens guiados por sonhos, num Moçambique não muito distante.
Terra Sonâmbula é um livro trabalhado na delicadeza poética ,no encanto das mitologias tribais e os casos que circulam de boca em boca pelos meadros da cultura oral africana.
 Existe também o filme baseado nessa obra,para auxiliarem os professores que desejam trabalhar com essa obra.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Vivências


Leitura compartilhada é um bem que se partilha, pois assim como as abelhas que levam o pólen de uma flor a outra e portanto garantem a sobreviva das flores, a leitura não se propaga e não se faz sozinha, o encantamento pela leitura envolve cultura e tudo que a permeia, sendo inegável a importância da escola e da família na formação de leitores competentes. Por isso, partimos do registro de nossa primeira experiência com a leitura e os motivos que nos levaram a ter o gosto pelo ato de ler. Veja os depoimentos abaixo:

                                               Depoimento I

“Quando o assunto é leitura lembro da frase de Albert Einstein “ A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho normal”, pois o ato de ler está atrelado a novas vivências e experiências que são acrescentadas na nossa alma. O encanto de ler e conhecer esse universo veio na minha vida de forma tardia quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio pelas mão de uma professora de português, naquela época as escolas em que eu estudava não tinham bibliotecas e o ensino era com base em livros didáticos ou textos passados na lousa, não tínhamos aula de leitura e assim o contato com livro era inexistente, no âmbito familiar livro era coisa não pensada porque o mais importante era a comida do dia seguinte, mas essa professora me fez ver a leitura de forma completa através do livro Senhora de José de Alencar, nas aulas dela nós tínhamos o momento da leitura e depois ela emprestava o livro para levar para casa, um ato simples que marcou a minha trajetória como leitora, mais tarde na faculdade veio conheci outras obras, porém foi na pós-graduação que descobri a literatura russa com Dostoievski, inglesa com Edgar Allan Poe, Lewis Carrol, William Shakespeare, Jane Austen e tantas outras que me  permitiram depois navegar de forma autônoma pelo universo da leitura.”
                                                                                                       (Claudia Priscila da Silva)
                                               Depoimento II

"Minha experiência com a leitura começou na infância com um livro de contos de fadas, um livro com duas histórias imensas (para uma criança). Apaixonada por uma das histórias “A gata borralheira” que li muitas vezes e ainda tenho até hoje na memória essa história, as ilustrações muito bem feitas em preto em branco e até meu vestido de noiva foi bem parecido com o da princesa. Já a outra história não me encantava muito “Alice no país das maravilhas” só li uma vez. Com o tempo na escola os livros tornaram-se obrigatórios e até decorar a biografia dos autores nos obrigavam a decorar (muito triste) acabando com meu prazer pela leitura. A paixão só voltou mais tarde (fora da escola) com os livros de Zibia Gasparetto que me fazia mergulhar naquele mundo delicioso daquelas histórias. Muitos podem não gostar de livros espíritas, pois seu conteúdo tem haver com religião, porém o que nos faz gostar de ler não é o tipo de história, o gosto de filósofos, pensadores e ou professores, mas o prazer que vamos ter com aquela determinada leitura em um determinado momento de nossas vidas. Portanto quando li obrigada por professores os romances da literatura que hoje tanto gosto, essa obrigação me fez repudiar a leitura, já no momento que não tinha obrigação com ninguém, só com meu prazer fui apresentada aos livros de Zibia Gasparetto que me levou a paixão novamente da leitura e me abriu um um leque de diversidade de leituras, comecei a ler novamente e de tudo, pois cada leitura seja o tipo que for só tem a me acrescentar e valer de um pouco mais de aquisição de saber e entretenimento.” 

                                                                                                  (Cristiane de Souza Ferreira)

                                              Depoimento III



“A leitura é uma experiência enriquecedora e fantástica. Comecei a ler a Ilha Perdida e me apaixonei pela aventura dos meninos, até descobrir a Coleção Vagalume inteira e me envolver pelas diferentes narrativas de mistério, amor, amizade e adolescência. A partir deste momento não fiquei mais sem ler um livro. Gosto de livros variados, desde os clássicos consagrados até os livros considerados best sellers.
 Às vezes leio as críticas por curiosidade, mas não sou influenciada,  porque ler me encanta e isso tento passar para meus alunos. Atualmente meus alunos do oitavo ano estão lendo as Invenções de Hugo Cabret e está sendo uma experiência maravilhosa, pois o gosto pela leitura foi despertado e com certeza é só o começo."
                                                                                    
                                                                                             (Camila de Fátima Mascareli)

                                                       Depoimento IV


“A leitura na minha vida surgiu quando eu era criança quando  meu pai me fazia ler as revistas da Seicho No Ie e depois sempre que podia tomava minha leitura, pois eu lia muito mal, mas  foi à partir daí que meu interesse pelos livros aumentaram.
Quando criança lia bastante histórias em quadrinhos: gibis da Mônica, Cebolinha, depois na adolescência muitas histórias de amor, então lia Júlia, Sabrina, etc.,mas quando chegou o "Colegial" que hoje é o Ensino Médio li os clássicos como Dom Casmurro, O pequeno princípe, Iracema, O Guarani, O Cortiço, etc., mais o engraçado de tudo isto é que a leitura nos faz sonhar e buscar caminhos que muitas vezes não sabíamos que queríamos seguir, e apesar das dificuldades aprendi e parei de gaguejar e passei a admirar meu pai pela sua dedicação que tinha por mim e por nunca ter me esquecido, pois ele chegava cansado e mesmo assim não me deixou de lado e sempre que podia demonstrava seu amor.
Hoje os sonhos são outros mas mesmo assim a leitura me acompanha, pois gosto muito de incentivar meus alunos a fazerem o mesmo treinarem e tomarem gosto pela leitura, pois como já havia dito é através dela que viajamos e conquistamos o mundo.”
                                                                                        
                                                                                                      (Cleonice Balbino da Silva)