Leitura
compartilhada é um bem que se partilha, pois assim como as abelhas que levam o
pólen de uma flor a outra e portanto garantem a sobreviva das flores, a leitura não se propaga e não se faz sozinha, o encantamento
pela leitura envolve cultura e tudo que a permeia, sendo inegável a importância
da escola e da família na formação de leitores competentes. Por isso, partimos do registro
de nossa primeira experiência com a leitura e os motivos que nos levaram a ter
o gosto pelo ato de ler. Veja os depoimentos abaixo:
Depoimento I
“Quando o assunto é leitura lembro da frase de Albert Einstein “ A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho normal”, pois o ato de ler está atrelado a novas vivências e experiências que são acrescentadas na nossa alma. O encanto de ler e conhecer esse universo veio na minha vida de forma tardia quando eu estava no segundo ano do Ensino Médio pelas mão de uma professora de português, naquela época as escolas em que eu estudava não tinham bibliotecas e o ensino era com base em livros didáticos ou textos passados na lousa, não tínhamos aula de leitura e assim o contato com livro era inexistente, no âmbito familiar livro era coisa não pensada porque o mais importante era a comida do dia seguinte, mas essa professora me fez ver a leitura de forma completa através do livro Senhora de José de Alencar, nas aulas dela nós tínhamos o momento da leitura e depois ela emprestava o livro para levar para casa, um ato simples que marcou a minha trajetória como leitora, mais tarde na faculdade veio conheci outras obras, porém foi na pós-graduação que descobri a literatura russa com Dostoievski, inglesa com Edgar Allan Poe, Lewis Carrol, William Shakespeare, Jane Austen e tantas outras que me permitiram depois navegar de forma autônoma pelo universo da leitura.”
(Claudia
Priscila da Silva)
Depoimento II
"Minha experiência com a leitura começou na infância com um livro de contos de fadas, um livro com duas histórias imensas (para uma criança). Apaixonada por uma das histórias “A gata borralheira” que li muitas vezes e ainda tenho até hoje na memória essa história, as ilustrações muito bem feitas em preto em branco e até meu vestido de noiva foi bem parecido com o da princesa. Já a outra história não me encantava muito “Alice no país das maravilhas” só li uma vez. Com o tempo na escola os livros tornaram-se obrigatórios e até decorar a biografia dos autores nos obrigavam a decorar (muito triste) acabando com meu prazer pela leitura. A paixão só voltou mais tarde (fora da escola) com os livros de Zibia Gasparetto que me fazia mergulhar naquele mundo delicioso daquelas histórias. Muitos podem não gostar de livros espíritas, pois seu conteúdo tem haver com religião, porém o que nos faz gostar de ler não é o tipo de história, o gosto de filósofos, pensadores e ou professores, mas o prazer que vamos ter com aquela determinada leitura em um determinado momento de nossas vidas. Portanto quando li obrigada por professores os romances da literatura que hoje tanto gosto, essa obrigação me fez repudiar a leitura, já no momento que não tinha obrigação com ninguém, só com meu prazer fui apresentada aos livros de Zibia Gasparetto que me levou a paixão novamente da leitura e me abriu um um leque de diversidade de leituras, comecei a ler novamente e de tudo, pois cada leitura seja o tipo que for só tem a me acrescentar e valer de um pouco mais de aquisição de saber e entretenimento.”
"Minha experiência com a leitura começou na infância com um livro de contos de fadas, um livro com duas histórias imensas (para uma criança). Apaixonada por uma das histórias “A gata borralheira” que li muitas vezes e ainda tenho até hoje na memória essa história, as ilustrações muito bem feitas em preto em branco e até meu vestido de noiva foi bem parecido com o da princesa. Já a outra história não me encantava muito “Alice no país das maravilhas” só li uma vez. Com o tempo na escola os livros tornaram-se obrigatórios e até decorar a biografia dos autores nos obrigavam a decorar (muito triste) acabando com meu prazer pela leitura. A paixão só voltou mais tarde (fora da escola) com os livros de Zibia Gasparetto que me fazia mergulhar naquele mundo delicioso daquelas histórias. Muitos podem não gostar de livros espíritas, pois seu conteúdo tem haver com religião, porém o que nos faz gostar de ler não é o tipo de história, o gosto de filósofos, pensadores e ou professores, mas o prazer que vamos ter com aquela determinada leitura em um determinado momento de nossas vidas. Portanto quando li obrigada por professores os romances da literatura que hoje tanto gosto, essa obrigação me fez repudiar a leitura, já no momento que não tinha obrigação com ninguém, só com meu prazer fui apresentada aos livros de Zibia Gasparetto que me levou a paixão novamente da leitura e me abriu um um leque de diversidade de leituras, comecei a ler novamente e de tudo, pois cada leitura seja o tipo que for só tem a me acrescentar e valer de um pouco mais de aquisição de saber e entretenimento.”
(Cristiane de Souza Ferreira)
Depoimento III
(Camila de Fátima Mascareli)
(Cleonice Balbino da Silva)
Depoimento III
“A leitura é uma experiência enriquecedora e
fantástica. Comecei a ler a Ilha Perdida e me apaixonei pela aventura
dos meninos, até descobrir a Coleção Vagalume inteira e me envolver pelas
diferentes narrativas de mistério, amor, amizade e adolescência. A partir deste
momento não fiquei mais sem ler um livro. Gosto de livros variados, desde os
clássicos consagrados até os livros considerados best sellers.
Às
vezes leio as críticas por curiosidade, mas não sou influenciada, porque
ler me encanta e isso tento passar para meus alunos. Atualmente meus alunos do
oitavo ano estão lendo as Invenções de Hugo Cabret e está sendo uma
experiência maravilhosa, pois o gosto pela leitura foi despertado e com certeza
é só o começo."
(Camila de Fátima Mascareli)
Depoimento IV
“A leitura na minha vida surgiu quando eu era
criança quando meu pai me fazia
ler as revistas da Seicho No Ie e depois sempre que podia tomava minha leitura,
pois eu lia muito mal, mas foi à
partir daí que meu interesse pelos livros aumentaram.
Quando criança lia bastante histórias em
quadrinhos: gibis da Mônica, Cebolinha, depois na adolescência muitas histórias
de amor, então lia Júlia, Sabrina, etc.,mas quando chegou o
"Colegial" que hoje é o Ensino Médio li os clássicos como Dom
Casmurro, O pequeno princípe, Iracema, O Guarani, O Cortiço, etc., mais o
engraçado de tudo isto é que a leitura nos faz sonhar e buscar caminhos que
muitas vezes não sabíamos que queríamos seguir, e apesar das dificuldades
aprendi e parei de gaguejar e passei a admirar meu pai pela sua dedicação que
tinha por mim e por nunca ter me esquecido, pois ele chegava cansado e mesmo
assim não me deixou de lado e sempre que podia demonstrava seu amor.
Hoje os sonhos são outros mas
mesmo assim a leitura me acompanha, pois gosto muito de incentivar meus alunos
a fazerem o mesmo treinarem e tomarem gosto pela leitura, pois como já havia
dito é através dela que viajamos e conquistamos o mundo.”
(Cleonice Balbino da Silva)
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